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sábado, 22 de janeiro de 2011

Anthrax - Sound Of White Noise [1993]



























Não dá para dizer se este disco é melhor ou pior do que o excelente Persistence Of Time, de 1990. É páreo duro. Melhor esperar a poeira baixar. O Anthrax mudou seu som. Nada que o tenha deixado irreconhecível, até porque a voz de John Busb (ex-Armored Saint) não é muito diferente da de Joe Belladonna. O que o quinteto novaiorquino fez foi radicalizar no minimalismo e nas influências de Black Sabbath e de seus apóstolos de Seattle. "Hy Pro Glo" remete direto para "Children Of The Grave". As guitarras de "This Is Not Na Exit" lembram "We Die Young", do Alice In Chains. Em "Room For One More", os riffs parecem gravados de trás para frente, corno faz o Soundgarden. "1,000 Points Of Hate" tem scratches de Terminator X, do Public Enemy. Só duas músicas fogem da muralha sônica o hit "Only" (próximo do metal melódico inglês) e a balada "Black Lodge", arranjada por Angelo Badalamenti, que fez a trilha de Twin Peaks. Há vida inteligente no thrash metal.


*por João Ricardo Lima [Revista Bizz - Agosto/1993]







|FICHA TÉCNICA|
lançamento| 25 de Maio de 1993produção| Anthrax, Dave Jerdenestúdio| A&M Studios, Eldorado Studio, Cherokee Studios, Excalibur Studio.
duração| 56:56
selo|Elektraprensagem| Brasilencarte| Capa Dupla






|CRÉDITOS|

Engineer -
Bryan Carlstrom
Engineer [Assistant, Drums & Bass Recording] -
Ed Korengo , Mike Baumgartner
Engineer [Assistant, Lead Guitars & Vocals Recording] -
Scott Ralston
Engineer [Assistant, Mixing] -
Jennifer Monnar*
Engineer [Assistant, Rhythm Guitars Recording] -
Annette Cisneros
Lead Guitar -
Dan Spitz
Management -
Jon & Marsha Zazula For Grazed Mgmt. Inc.
Mastered By -
Eddy Schreyer
Mixed By -
Dave Jerden
Music By, Lyrics By -
Charlie Benante , John Bush , Scott Ian
Noises [White Noise Intro & Other Sounds] -
Charlie* , Scott*
Other [Accounting] -
Robbins, Spielman, Slayton & Halfon: Michael Mitnick
Other [Agency Representation] -
ICM/Fair Warning: Marsha Vlasic, John Jackson
Other [Legal Representation] -
Mayer, Katz, Baker & Leibowitz: Bill Leibowitz
Other [Merchandising] -
Brockum: Gerry Barad, Bravado
Other [Project Key Man] -
Michael Tempesta
Producer -
Anthrax , Dave Jerden
Rhythm Guitar, Bass [6-string], Vocals -
Scott Ian
Vocals -
John Bush
A&r - Steve Ralbovsky
Arranged By - Anthrax
Artwork By [Art Direction] - Robin Lynch
Artwork By [Concepts], Photography [Photo Concepts] - Charlie Benante , Paul Elledge
Artwork By [Icons] - Black Dog , Mark Fox
Bass [4, 6 & 12-string], Vocals - Frank Bello
Composed By [All Melody Lines] - Bello* , Bush* , Ian*
Design - Reiner Design Consultants, Inc.
Drums - Charlie Benante






|MÚSICAS|

Side A
A1 Potters Field 5:00
A2 Only 4:56
A3 Room For One More 4:56
A4 Packaged Rebellion 6:16
Guitar [The Intro & Harmony Lead] - Scott*
A5 Hy Pro Glo 4:30
Side B
B1 Invisible 6:10
Music By [Additional] - Frank Bello
B2 1000 Points Of Hate 5:00
Scratches [The Scratch Played By] - Terminator X
B3 C₁₁ H₁₇ N₂ O₂ S Na 4:25
B4 Burst 3:41
Guitar [Leads] - Scott*
Music By [Additional] - Frank Bello

B5 This Is Not An Exit 6:49







|VÍDEOS|

Only| Room For One More| Hy Pro Glo | Black Lodge |














quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Rollins Band - The End Of Silence [1992]



|RESENHA|

Revista Bizz [Abril/1993]

"Life Is Pain" ("Vida É Dor"). Quase oculta entre as dezenas de símbolos espalhados pelas costas, braços e pernas de Henry Rollins, essa inscrição tatuada resume de modo exemplar a existência daquele que - junto a Ian "Fugazi" MacKaye e Jello Biafra - se tornou um dos ícones máximos da cena underground americana.
A história de Rollins mais parece roteiro de cinema. Durante a infância, em um subúrbio de Washington, ele foi barbaramente abusado pelo pai, de quem recebia surras e punições, sem qualquer motivo. Crescendo revoltado, Rollins viu o carinho materno ser trocado pelos preceitos do EST, um movimento doutrinário que busca incutir responsabilidade nas pessoas através de técnicas altamente agressivas e violentas. A temporada no internato militar de Bullis o manteve sob pressão, mas o pior baque veio no final de 91: diante de sua casa, Rollins viu o amigo Joe Cole ser assassinado a sangue-frio por um negro, com dois tirambaços na cabeça.




Pelo exposto, não teria sido surpresa se Rollins fosse hoje um membro da Ku Klux- Klan ou estivesse no hospício. Mas, em vez disso, ele conseguiu canalizar sua fúria em poesia e música.
Primeiro, como membro do S.O.A (ou "State Of Alert"), depois na lendária Black Flag (arquetípica formação hardcore extinta em 86) e, finalmente, na (Henry) Rollins Band.
Tal background ajuda a entender por que o cara raramente sorri e se mantém obcecado por falar de raiva, frustração, isolamento, paranóia e disciplina.



Como seus personagens adorados - Henry Miller, Iggy Pop, Céline e Miles Davis - Henry Rollins e sua arte são uma coisa só...
Vergonhosamente ignorada no Brasil, onde nunca teve um disco lançado, a Rollins Band está saindo por aqui com seu último trabalho, The End Of Silence.




|FICHA TÉCNICA|

lançamento|Fevereiro de 1992
produção|Andy Wallace
estúdio| Showplace Studios in Dover, NJ.
duração| 72:30
selo|Imago Records
prensagem|Brasil
encarte|sim

Vocals | H. Rollins
Guitar| Chris Haskett
Bass | Andrew Weiss
Drums | Sim Cain
Design | DesignForce
Design | [Tattoo Design] - Rick Spellman
Engineer| [Additional], Mixed By [Mix Consultant], Other [Rockjuicer], Technician [Sound] - Theo Van Rock
Mastered By | Howie Weinberg
Photography | Mark Weiss , Stephen Stickler
Producer| Mixed By| Engineer | - Andy Wallace




|MÚSICAS|

A1 Low Self Opinion 5:24
A2 Grip 4:50
A3 Tearing 4:58
A4 You Didn't Need 5:30
A5 Almost Real 8:03
B1 Obscene 8:50
B2 What Do You Do 7:22
B3 Blues Jam 11:46
B4 Another Life 4:51
B5 Just Like You 10:56




|VÍDEOS|

Tearing e Low Self Opinion



terça-feira, 2 de novembro de 2010

Body Count - Body Count [1992]



*Revista Bizz [Dezembro/1992]

Ice-T cometeu o máximo no cada vez mais explícito flerte entre rap e metal. Ele é espelho, sabe que seu rap não basta para garantir a atenção da mídia branca e o jeito é apelar para o rock. Mas é um oportunista com categoria. Com o Body Count, ele detona um hardcore furioso, uma metralhadora alucinada que atira em todas as direções. Não deu outra! Assim como as balas foram, tiveram resposta em forma de represálias generalizadas contra a banda. Aquela história da polícia do Texas reclamando de "Cop Killer" e forçando a gravadora a retirar a faixa do disco. Então você já sabe: nada de "morra, morra, morra porco... foda-se a polícia", na edição brasileira.




Também nem precisava disso para os caras ganharem o troféu Culhões do Ano. As outras letras são do mesmo calibre e destilam porções equivalentes de veneno. Em "KKK Bitch ", Ice-T bombardeia: "Ela ficou alucinada no banheiro do camarim/ chupou meu pau como uma porra de um aspirador/ Disse: ´Eu te amo, mas meu pai não brinca, ele é o chefão fodido da KKK (Ku Klux Klan). "Evil Dick" (algo como "caralho diabólico") é sexo, sexo e sexo. "Evil Dick gosta de lugares quentes e úmidos/Evil Dick não liga para rostos/ Evil Dick gosta de lugares jovens, apertados e pequenos...", canta o rapper dando uma de Wando.





O legal é que o Body Count não fica só em letras polêmicas. O grupo resgata um dos maiores valores do punk: a fuleiragem. Ninguém toca bem, mas todo mundo toca com raiva. O que já é mais do que bom em se tratando de rock´n´roll. A essência do gênero está na fúria. "Body Count Anthem" eleva essa teoria à potência máxima. Numa Over de guitarras saturadas e ritmos travados, o som arromba os alto-falantes com o grito de guerra dos caras. "Body Count´s In The House"e "Body Count" fecham a tríade com o nome da banda.





A primeira é o elo-perdido entre o trabalho solo de Ice-T e a pancadaria do grupo. A segunda é um punk rock típico com letra de rap - "Eu ouço isso toda noite! mais um tiroteio lá tensão cresce/junto com a contagem de corpos". "Voodoo" lembra Cramps, no tema e na levada groovie. Só que muito mais pesado. Entre um petardo e outro, vinhetas "politicamente incorretas" ou simplesmente absurdas costuram tudo. Ouça no talo que a treta com os vizinhos é garantida.




|FICHA TÉCNICA|

lançamento|21 de Agosto de 1990
produção|Ice-T, Ernie C.
estúdio|One-on-One Recorders, Syndicate Studio West (North Hollywood, California)
duração| 52:59
selo|Sire/Warner Bros. Records
prensagem|Brasil
encarte|sim

|FORMAÇÃO|

Ice-T – lead vocals
Ernie C. – lead, rhythm and acoustic guitars
Mooseman – bass
D-Roc – rhythm guitar
Beatmaster "V" – drums


|MÚSICAS|
A1 - “Smoked Pork" — 0:46 (Ice-T)
A2 - "Body Count's in the House" — 3:24 (Ice-T/Ernie C)
A3 - "Now Sports" — 0:04 (Ice-T)
A4 - "Body Count" — 5:17 (Ice-T/Ernie C)
A5 - "A Statistic" — 0:06 (Ice-T)
A6 - "Bowels of the Devil" — 3:43 (Ice-T/Ernie C)
A7 - "The Real Problem" — 0:11 (Ice-T)
A8 - "KKK Bitch" — 2:52 (Ice-T/Ernie C)
A9 - "C Note" — 1:35 (Ernie C)
A10 - "Voodoo" — 5:00 (Ice-T/Ernie C)
A11 - "The Winner Loses" — 6:32 (Ernie C)
B1 - "There Goes the Neighborhood" — 5:50 (Ice-T/Ernie C)
B2 - "Oprah" — 0:06 (Ice-T)
B3 - "Evil Dick" — 3:58 (Ice-T/Ernie C)
B4 - "Body Count Anthem" — 2:46 (Ice-T/Ernie C)
B5 - "Momma's Gotta Die Tonight" — 6:10 (Ice-T/Ernie C)
B6 - "Freedom of Speech"[12] — 4:41 (Ice-T/Biafra)

|VÍDEOS|

There Goes the Neighborhood

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