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domingo, 26 de dezembro de 2010

The Verve - Urban Hymns [1997]



Em 1997 o The Verve já era uma banda rodada e com bons álbuns lançados, porém ainda não havia emplacado um grande sucesso no mainstream. Além disso, a banda convivia com problemas internos, até havia se separado e voltado neste neste período, devido a problemas de relacionamento entre Richard Ashcroft e outros membros da banda, principalmente Nick McCabe. Entretanto em setembro daquele ando tudo mudou, a banda lança Urban Hymns” e, finalmente, alcança sucesso no mainstream. Vamos à alguns a cenário do momento em que foi lançado este álbum.
  • Oasis lança o “Be Here Now” que gera um sucesso de publico em primeiro momento, mas o álbum sucumbiu a críticas e o BritPop parecia estar acabado;
  • O Blur estava alcançando sucesso nos EUA com “Song 2″ e cia;
  • O Radiohead tinha acabado de lançar o seu grande álbum até então, “OK Computer”;
  • O No Doubt estava nas paradas com “Don’t Speak” e “Mmm Bop” dos Hanson também fazia muito sucesso;
  • As Spice Girls eram sucesso retumbante no mundo todo, o mundo estava caminhando para um era um tanto pop.
  • No entanto, o Ocean Color Scene e o Supergrass haviam lançado bons álbuns;
  • O The Verve vinha do difícil “A Storm in Heaven”, o mais fácil “A Nothern Soul” e de problemas internos.
Em meio ao ápice e o inicio do fim do que ficou conhecido como BritPop e as boybands começando a tomar cada vez mais espaço, o “Urban Hymns” é o álbum que lança o The Verve no que ficou conhecido como BritPop. Porém, é evidente que o BritPop não é um estilo de música e sim um momento que ocorreu na música pop britânica, entretanto o The Verve até então não se encaixava embaixo desta rótulo por um simples motivo: sua música não era pop. Em parte esta aproximação com o movimento vigente no Reino Unido ocorreu em seu álbum anterior com as músicas “History” e “On Your Own”, porém isso não era suficiente para classificar a banda, mas o terceiro álbum da banda foi além.
O álbum começa com seu maior clássico, uma música que todo mundo conhece, aquela que faz muitos pensarem que o The Verve é uma banda de um álbum só, aquela que muita gente que conhece acha que é do Oasis, aquela do clipe em que o carinha sai andando em linha reta trombando em todo mundo, aquela que virou símbolo do BritPop, sim…aquela. “Bittersweet Symphony” abre o álbum de maneira impecável com sua introdução com orquestra, introdução esta que gerou problemas da banda com Jagger e Richards que requisitaram a composição da música por conta do uso de sample de “The Last Time” do Stones e conseguiram. Ashcroft comentou sobre o incidente: “Esta é a melhor música composta por Jagger e Richards nos últimos 20 anos”. Ser composta por Ashcroft ou pela dupla do Stones é o de menos, a verdade é que esta é uma das melhores músicas dos 90′s e até hoje é usada em campanhas publicitarias e afins.

A balada “Sonnet” entra na seqüência com sua espiritualidade e com uma formação que combina o violão e violinos à guitarra de Nick McCabe, este inicio mostra uma banda bem diferente da que gravou seus primeiro álbum, porém isto muda um pouco de figura em “The Rolling People”, esta música é um rock quase “ledzepeliano” de 7 minutos com guitarras traçando em todas as direções, um vocal gritado, psicodelia e dinamismo, uma quebra no clima de baladas que da uma boa dinâmica o álbum. Na sequência a bela “The Drugs Don’t Work” que tem como tema a morte do pai de Richard Ashcroft, uma das passagens mais bacanas da música é parte do refrão quando é cantado “Now the drugs don’t work/They just make you worse” em referência aos medicamentos que o pai de Richard tomava para prolongar seu tempo de vida.
Em mais uma quebra no clima “baladeiro” do álbum, “Catching The Butterfly” é um rock no estilo de “The Rolling People”, porém um pouco menos agressivo e lembrando mais o The Verve de outras empreitadas. Esta “volta às origens” é bem mais evidente em “Neon Widerness”, música esta que caberia em qualquer dos dois primeiros álbuns da banda devido ao abuso de efeitos criando um atmosfera de ruídos onde o vocal passeia em versos soltos e hipnóticos, quase falados. Na sequência, “Space And Time”, uma balada rock com mais guitarras que as anteriores do álbum, e “Weeping Willow”, um pedido de ajuda em forma de música.


A nona faixa é “Luck Man”, talvez a segunda música mais conhecida da banda, falando sobre as contradições da vida, as sua transições, altos e baixos, esta música entrou na lista de música que Bono Vox (vocalista do U2) gostaria de ter escrito. O álbum segue com a balada “One Day” e a eletrônica e reflexiva “This Time” falando sobre a vida. Os violinos e o vocal dos versos lentos de “Velvet Morning” junto a sua aceleração no refrão dão uma dinâmica à esta música que quase resume do álbum em sua estrutura. O álbum termina com a explosão “Come On” e a participação de Liam Gallagher gritando “Fuck You!” na parte de final da música.
“Urban Hymns” pode não ter sido revolucionário como “Ok Computer”, abridor de espaços como “Definitely Maybe”“Nevermind” e “Dookie”, porém é um álbum que marcou o fim de uma era, foi o álbum que decretou o fim do BritPop por ter sido o último álbum que pode ser considerado daquele movimento que fez grande sucesso, após isso o que se viu foram as bandas que faziam parte daquele momento da música britânica saírem de cena dando lugar a bandas novas, bandas estas que foram influências por aquelas que fizeram história nos anos 90. Evidente que muitas da bandas do dito BritPop ainda estão em atividade, porém aquele momento acabou e, provavelmente, “Urban Hymns”, por mais contraditório que seja, decretou o fim.


*por blog istoemusica
























((( FICHA TÉCNICA )))

lançamento| 29 de Setembro de 1997
produção| The Verve, Chris Potter, Youth
estúdio| 13 October 1996 – 4 August 1997, Olympic Studios, London
duração| 75:58
selo| Hut, Virgin
prensagem| EUA, Vinil 180Gram, Qualidade Audiófila, Edição Limitada.
encarte| Gatefold
|CRÉDITOS|
Arranged By [Strings], Conductor - Wil Malone
Co-producer - Andrew Loog Oldham (tracks: A1) , Chris Potter (tracks: B2 to C2, D3) , Youth (tracks: A1 to B1, C3 to D2)
Mixed By [Additional] - Chris Potter (tracks: A1 to B1, C3 to D2)
Producer - Verve, The
Programmed By - Mel Wesson , Paul Taylor (2)
Recorded By - Chris Potter

((( FORMAÇÃO )))
Richard Ashcroft – vocals, guitar
Nick McCabe –
lead guitar
Simon Jones –
bass guitar
Peter Salisbury –
drums
Simon Tong –
guitar, keyboards




((( MÚSICAS )))
A1 Bitter Sweet Symphony
Orchestra - Andrew Loog Oldham Orchestra
A2
Sonnet
A3
The Rolling People
B1 The Drugs Don't Work
B2 Catching The Butterfly
B3
Neon Wilderness
C1 Space And Time
C2
Weeping Willow
C3
Lucky Man
C4
One Day
D1 This Time
D2
Velvet Morning
D3
Come On

((( SINGLES )))
"Bitter Sweet Symphony"
Released: 16 June 1997
"The Drugs Don't Work"
Released: 1 September 1997
"Lucky Man"
Released: 24 November 1997
"Sonnet"
Released: 2 March 1998




|VÍDEOS|
Bitter Sweet Symphony| The Drugs Don't Work | Lucky Man | Sonnet







quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Stone Roses - Stone Roses [1989]



Se 1988 foi o ano dos Pixies, indubitavelmente 1989 pertenceu aos Stone Roses. Com seu tom místico e envolvente - ou como um dia escreveu Morrissey, "Manchester, so much to answer for..." -, continuaram carregando o fardo desta tradição. A cidadezinha cinzenta do norte da Inglaterra (que no passado já trouxe nomes como os de Roy Harper, Hollies, Van der Graaf Generator e, mais recentemente, os Buzzcocks, o Fall e o Joy Division) vive outro momento relevante de sua história musical. Ao lado de conterrâneos como os Inspiral Carpets, James, Happy Mondays e New Fast Automatic Daffodils, o Stone Roses ocupa um lugar primordial e imbatível dentro deste efervescente panorama musical.

O grupo foi criado no final de 84 e a primeira notícia que se teve dele foi através da revista Zig Zag, quando lançaram seu primeiro single ("So Young") pelo selo Thin Line. Seguiram-se mais quatro, dos quais os dois últimos (ambos de 89) explodiram definitivamente no cenário indie britânico.

Este seu LP de estréia (lançado originalmente em abril de 89) capta em cheio a magia oferecida anteriormente pelos singles (a edição brasileira inclui um deles, "Elephant Stone", como bonus track). Eles são geniosos, tímidos e citam bandas obscuras como Osiris, Cymande e Orange Lemons. O grande barato de sua sonoridade é não ser diretamente influenciada por nenhum grupo específico, mas por um imaginário fio condutor que liga a beat music dos anos 60 aos Smiths e, posteriormente, às bandas da Class of ´86.

Os vocais de Ian Brown são suaves e sonolentos, em interpretações espontâneas que cheiram a adolescência. As guitarras de John Squire evocam penetrantes melodias em meio a feedbacks e reinventam com originalidade as levadas de jingle jangle. A bateria e o baixo devolvem ao pop o seu pulsar, há muito perdido. O pano de fundo é a psicodelia, especificamente aquela oriunda de São Francisco.

As letras exaltam a vida, a beleza, o amor, narcisísticas por excelência. As doze canções deste álbum são verdadeiros diamantes que refletem e projetam uma nova espécie de lisergia, que consegue fazer do pop um arco-íris ao longo do tempo.


*Fernando Naporano | Revista Bizz [março/1990]





































|FICHA TÉCNICA|

lançamento|Fevereiro de 1992
produção| John Leckie
estúdio| Battery & Konk Studios/London, Rockfield Studios, Monmouth, Wales
duração| 49:02
selo|Silvertone
prensagem|Brasil
encarte|sim

Vocals - Ian Brown
Guitar - John Squire
Bass - Gary Mounfield
Drums, Backing Vocals - Reni
Composed By - Brown* , Squire*
Engineer - Paul Schroeder
Producer - John Leckie (tracks: A1 to A3, A5, B1 to B6)
































|MÚSICAS|

A1 I Wanna Be Adored
A2 She Bangs The Drums
A3 Waterfall
A4 Don't Stop
A5 Bye Bye Badman
B1 Elizabeth My Dear
B2 (Song For My) Sugar Spun Sister
B3 Made Of Stone
B4 Shoot You Down
B5 This Is The One
B6 I Am The Resurrection





























|VÍDEOS|

I Wanna Be Adored



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