((( VINILGRAFIAS )))

sábado, 18 de junho de 2011

U2 - Achthung Baby [1991]


“Temos que partir – e voltar a sonhar tudo outra vez”. Bono, 1989.



O titulo mais tolo já atribuído a um álbum estupendo poderia ter sido ainda pior. Antes de Achtung Baby – retirado do filme "Os Produtores" – ser escolhido, o U2 estava pensando no titulo “68 and i’ii owe you one” [68 e fico te devendo uma]. A formalidade de Rattle and Hum tinha encurralado o U2. Foram procurar inspiração em Berlim, onde, segundo recorda Flood, engenheiro de som, “parecia haver uma nuvem negra sobre nossas cabeças durante toda a gravação”. As locacões inspiraram “Zoo Station”, nome de uma estação de metro de Berlin que aparece no filme Christiane F., cuja trilha é de David Bowie.

A conexã.o é cimentada pelo produtor Brian Eno, que trabalhou em Heros, de Bowie, também concebido em Berlin. Outra influencia foi Win Wenders – “Until the end of the World” leva o titulo de um dos seus filmes. Ele dirigiu o vídeo para o tributo a Cole Porter do U2, com “Night and Day”, cuja natureza eletrônica apontava a nova direção da banda.
Achtung Baby é a reinvenção mais satisfatória levada a cabo por um grupo de estatura do U2. Musicas como “Who’s Gonna Ride Your Wild Horses” se encaixariam em The Joshua Tree, mas outras seobretudo, "The Fly" [um telefonema direto do inferno], são inovações radicais.

Nesse disco há varias musicas sobre amores perdidos, inspiradas pelo casamento fracassado de The Edge, enquanto “One” disseca a relação de Bono com seu pai e com o grupo. “As pessoas me disseram que tocaram o disco em seus casamentos” – disse ele perplexo. “Estão doidos?” Este disco fala de separação!”.
Apaixonado pelas contradições, o U2 pensou em envolver este disco cheio de tragédias com uma imagem de Adam Clayton nu. Chegaram a um meio termo e usaram um instantâneo (censurado com um trevo em alguns países) – mas, em todos os outros aspectos, Achtung Baby é grande e belo.

Por "1001 discos para ouvir antes de morrer"
















((( FICHA TÉCNICA )))


lançamento| 19 de Novembro de 1991
produção|Daniel Lanois, Brian Eno
estúdio|October 1990 – September 1991 in Germany and Ireland
*Hansa Ton Studios (Berlin)
*STS (Dublin)
*Elsinore (Dalkey)[nb 1]
*Windmill Lane Studios (Dublin)

duração| 55:27
selo|Island
prensagem| Brasil
encarte| Dupla
((( CRÉDITOS )))
Artwork By [Label Illustrations] – Charlie Whisker
Composed By – U2
Design – Shaughn McGrath, Steve Averill
Edited By [Digital] – Stewart Whitmore
Engineer – Flood (tracks: A1, A3, A4, A6 to B6)
Engineer [Additional] – Robbie Adams (tracks: A3, A4, A6 to B5)
Engineer [Assistant] – Shannon Strong (tracks: A1, A3 to B6)
Guitar [Additional] – Daniel Lanois (tracks: A1, A3, B3)
Lyrics By – Bono
Mastered By – Arnie Acosta
Mixed By Daniel Lanois (tracks: A4, B1, B2, B5, B6), Flood (tracks: A1, A3, A4, A6 to B6), Steve Lillywhite (tracks: A2, A5, B1, B2)
Mixed By [Assistant]Sean Leonard (tracks: A2, A5, B3), Shannon Strong (tracks: A1, A3, A4, A6, B2, B4 to B6)
Photography – Anton Corbijn
Photography [Label Illustrations] – Ritchie Smith
Producer – Brian Eno (tracks: A2 to A5, B2 to B4), Daniel Lanois
Production Manager [Album] – Ann-Louise Kelly*
Technician [Bass & Guitar] – Fraser McAlister
Technician [Drums] – Sam O'Sullivan
Technician [Keyboard & Guitar] – Des Broadbery
Technician [Monitoring] – Joe O'Herlihy
Technician [Quality Control] – Cheryl Engels










((( MÚSICAS )))

A1 Zoo Station
Engineer [Assistant] – Robbie Adams 4:36
A2 Even Better Than The Real Thing
Mixed By – Steve Lillywhite
Engineer – Paul Barrett, Robbie Adams 3:41

A3 One
Keyboards [Additional] – Brian Eno 4:36
A4 Until The End Of The World
Percussion [Additional] – Daniel Lanois 4:39
A5 Who's Gonna Ride Your Wild Horses
Mixed By – Robbie Adams Producer – Steve Lillywhite Engineer – Robbie Adams 5:16
A6 So Cruel
Violin, Viola – Duchess Nell Catchpole, The* Mixed By – Brian Eno Arranged By [Strings] – Brian Eno, Edge, The 5:49
B1 The Fly
Mixed By [Assistant] – Robbie Adams 4:29
B2 Mysterious Ways
Mixed By – Edge, The
Percussion [Additional] – Daniel Lanois 4:04

B3 Tryin' To Throw Your Arms Around The World
Keyboards [Additional] – Brian Eno, Robbie Adams 3:53
B4 Ultra Violet (Light My Way) 5:31
B5 Acrobat 4:30
B6 Love Is Blindness
Engineer [Assistant] – Robbie Adams 4:23






((( SINGLES )))
"The Fly"
Released: 21 October 1991


"Mysterious Ways"
Released: 24 November 1991
"One"
Released: March 1992
"One" Alternative Version

"Even Better Than the Real Thing"
Released: 8 June 1992

"Who's Gonna Ride Your Wild Horses"
Released: August 1992

domingo, 12 de junho de 2011

Alice In Chains - Facelift [1990]
























O Alice in Chains é o exemplo da banda certa no lugar errado. Acaso, destino... Seja como for, eles tiveram a sorte (ou azar) de estar em Seatlle quando o Nirvana e a trupe grunge tiveram todos os holofotes voltados para eles. E acabaram, é claro, sendo taxados de grunges. Fato que talvez não seja todo verdadeiro, pois além das influências vindas do Heavy Metal e do Hard Rock, o Alice in Chains possui um som muito particular. E sabe como é, nem todo mundo que tocava em Seatlle era grunge, assim como nem todo metaleiro é insensível.

Olhando Facelift - primeiro disco da banda - hoje, depois de mais de dez anos de seu lançamento, fica clara que as influências do heavy metal do Black Sabbath e do hard-rock são muito mais acentuadas do que enxergamos em "Bleach", do Nirvana, por exemplo. Logo, é difícil classificar a banda como sendo grunge, principalmente depois de acompanhar bandas como Megadeath, Van Halen, Slayer e Anthrax em algumas turnês. Entretanto, logo após a estréia do clipe de "Man in the box" na MTV em meio a febre grunge, e a gravação de "SAP" - um EP com quase todas as faixas acústicas e com participações de Chris Cornell (Soundgarden) e Mark Arm (Mudhoney) - a banda se enquadrou, historicamente, entre o movimento que marcou a música no início dos anos noventa.

O ponto é que, mesmo com esse enquadramento, ao ouvir Facelift temos a impressão inegável de que sim, talvez exista alguma coisa grunge ali, mas, definitivamente, os rumos musicais do Alice in Chains são outros. Logo na primeira faixa do disco "We Die Young" vemos Tony Iommi por detrás do riff de Jerry Cantrell, além dos vocais marcantes de Layne Staley, características essas que permeiam todo o trabalho do grupo; na seqüência está a falada "Man in the Box", riff mais do que conhecido por quem ouvia rock pelos idos anos noventa, e talvez a música mais inclassificável da época: não é pesada o suficiente para ser considerada heavy metal, em contrapartida, pesada demais para colocá-la ao lado de outras canções marcantes do grunge. Esse talvez seja o ponto mais marcante do Alice in Chains, é extremamente complicado definir o som deles.

Outra característica forte de Facelift são as baladas que, no mínimo, fazem com que um arrepio suba coluna acima. Entre essas estão, "Bleed to Freak""I can't remember""Confusion" "Love, hate, love", onde arranjos lentos e pesados fazem a cama para letras como "You told me I'm the only one/Sweet little angel you should have run/Lying, crying, dying to leave/Innocence creates my hell"("Love, hate, love"), ou "These stand for me/Name your god and bleed the freak/I like to see/How you all would bleed for me"("Bleed to Freak"). Isso sem mencionar os vocais de Staley que dão às músicas o complemento exato para a criação dessa atmosfera sombria.

E ainda há faixas improváveis como "I know somethin" (Bout you), que não seria exagero dizer que é possível encontrar alguma coisa de Red Hot Chilli Peppers por ali, ou "Put you down" que foge um pouco ao estilo visto nas primeiras faixas do disco.

Ou seja, de uma maneira geral, Facelift é um disco essencial para quem gosta de música. Quase tudo que seria visto nos próximos trabalhos do Alice in Chains - "Dirt" (1992) e "Alice in Chains" (1995) - estão lá, talvez de maneira pouco desenvolvida, mas inegavelmente estão lá. E só para lembrar, depois de "Alice in Chains" de 1995, a banda lançou "Alice in Chains - Unplugged Mtv" em 1996, "Nothing safe" (coletânea) em 1999, "Live" em 2000 e "Alice in Chains - Greatest Hits" em 2001. A banda terminou oficialmente em 2002, com a morte do vocalista Layne Staley devido a uma overdose.

Por Maurício de Almeida (Maquinário)
















((( FICHA TÉCNICA )))

lançamento| 21 de agosto de 1990
produção|Dave Jerden
estúdio|London Bridge Studio, Seattle & Capitol Recording Studio, Hollywood
duração| 54:15
selo|Columbia
prensagem| Brasil
encarte| Sim

((( CRÉDITOS )))

Alice in Chains

Layne Staley – lead vocals
Jerry Cantrell – guitar, backing vocals, talkbox on "Man in the Box"
Mike Starr – bass, backing vocals on "Confusion"
Sean Kinney – drums, percussion, additional backing vocals, piano on "Sea of Sorrow"

Additional personnel

Kevin Shuss - Additional backing vocals

Production and management

Produced, recorded, and mixed by Dave Jerden
Additional engineering by Ron Champagne
Assistant engineering by Leslie Ann Jones
Assistant mix engineering by Bob Lacivita
Mastered by Eddy Schreyer
Management – Kelly Curtis, Susan Silver
A&R – Nick Terzo
Product manager – Peter Fletcher







((( MÚSICAS )))

A1 We Die Young 2:32
A2 Man In The Box 4:46
A3 Sea Of Sorrow 5:49
A4 Bleed The Freak 4:01
A5 I Can't Remember 3:42
A6 Love, Hate, Love 6:27
B1 It Ain't Like That 4:37
B2 Sunshine 4:44
B3 Put You Down 3:16
B4 Confusion
Backing Vocals – Michael Starr 5:44
B5 I Know Somethin (Bout You) 4:21
B6 Real Thing 4:03

((( SINGLES )))

"We Die Young"
Released: July 1990


"Man in the Box"
Released: 1991


"Bleed the Freak"
Released: 1991


"Sea of Sorrow"
Released: 1992

sábado, 4 de junho de 2011

Dinosaur Jr - Farm [2009]





























((( RESENHA )))

Por Lizandra Pronin [Redação TDM]

Com ou sem duplicação nas camadas de som, “Farm” soa barulhento e distorcido. É que o novo disco do Dinosaur Jr chegou às lojas européias com problemas de áudio produzidos por uma falha na mixagem.

Pelo inconveniente, a banda pediu desculpas e ofereceu um ‘ringtone’ para quem quiser efetuar a troca. Corre o risco dos álbuns defeituosos virarem item de colecionador.


Formada em 1984, a banda passou por um período inativo nos anos 90 mas desde 2005, quando os primeiros álbuns da banda foram relançados, o trio J Mascis, Lou Barlow e Murph se reuniu para shows. Dois anos mais tarde um álbum inédito chega ao mercado: “Beyond”. A crítica e os fãs aprovaram. Agora, o nono álbum da discografia da banda, “Farm”, dá seqüência a essa grande volta.

“Farm” traz a sonoridade alternativa e grunge que influenciou tantas bandas no início dos anos 90 - com guitarras sujas, uma coisa meio punk, mas que faz referência direta ao chamado classic rock.


Mesmo sendo incontestavelmente um álbum de rock, há uma veia pop que torna as canções palatáveis a diversos gostos: as melodias de “Farm” ficam na cabeça. É o caso de “Over It”, com seu refrão cantarolável e guitarras vibrantes durante seus quase 4 minutos.

Das 12 canções que compõem o repertório, todas merecem ser citadas, pois “Farm” é bom do começo ao fim, sem faixas para pular ou momentos dispensáveis. Os solos de “Friends” e “Said The People”, o clima denso em “Imagination Blind”, assim como o ritmo pulsante de “Pieces” e “There’s No Here”, produzem em qualquer amante de rock um sentimento de pertença, como uma prova de que o estilo se mantém vivo. Bem vivo.























((( FICHA TÉCNICA )))

lançamento| 23 de Junho de 2009
produção|J Mascis
estúdio|Bisquiteen Studio, Amherst, Massachusetts
duração| 61:05
selo| Jagjaguwar
prensagem| USA
encarte| Gatefold

((( CRÉDITOS )))

Artwork [Album Art By] – Marq Spusta
Engineer – Justin Pizzoferrato
Engineer, Mixed By – John Agnello
Management – Brian Schwartz
Mastered By – Greg Calbi
Producer – J Mascis
Written-By – J Mascis (tracks: A1 to B1, B3 to D2), Lou Barlow (tracks: B2, D3)









((( MÚSICAS )))

A1| Pieces 4:32
A2| I Want You To Know 4:30
A3| Ocean In The Way 4:20
B1| Plans 6:42
B2| Your Weather 3:06
B3| Over It 3:47
C1| Friends 4:32
C2| Said The People 7:42
C3| There's No Here 3:39
D1| See You 5:48
D2| I Don't Wanna Go There 8:43
D3| Imagination Blind 3:22










((( SINGLES )))

"Over It"

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